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Resumo da 14ª edição do Encontro Nacional do Terceiro Setor

Conexões, debates e interações marcam a 14ª edição do Encontro Nacional do Terceiro Setor

 

Com público estimado em 600 pessoas, ENATS chega à sua 14ª edição trazendo novos enfoques sobre o debate da articulação entre os três setores. O próximo encontro já tem data marcada: 17 e 18 de junho de 2019.

 

Pelos corredores do Cine Theatro Brasil Vallourec, burburinhos diversos. Pessoas de diversas partes do Brasil se encontrando, dialogando, conversando. Na hora do café, aquela troca de cartões de visita que representa a vontade de trocar experiências. No almoço, a possibilidade de saborear novas ideias e de realizar novas conexões. No palco do teatro, debates e discussões com convidados (as) de alto gabarito.

Eis um breve resumo do que foi o 14º Encontro Nacional do Terceiro Setor, promovido no início dessa semana, em Belo Horizonte. Realizado pelo Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais (CeMAIS), o evento tem a proposta de promover articulações para o desenvolvimento de parcerias na execução de projetos sociais, bem como construir soluções entre os três setores para questões socioambientais.

O encontro foi realizado em dois dias. No dia 18, foi realizada a abertura do encontro com a presença de diversas autoridades, dentre elas Paulo Lamac, vice-prefeito de Belo Horizonte; Rodrigo Fernandes, diretor de investimento social do SERVAS-MG; e Cássia Teixeira Gontijo, Procuradora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais.

Assim como os outros anos, a abertura foi conduzida, de forma leve e descontraída, pela jornalista Inácia Soares e contou com apresentações da “Orquestra Jovem Sinfonia de Betânia”, além das habilidades do chargista Felipe Soares que, no palco, desenhou caricaturas dos convidados.

Helena Neiva, presidente da Fundação Pitágoras, um dos patrocinadores do evento, participou de um talk-show no qual falou sobre o trabalho desenvolvido pela fundação e o engajamento do Grupo Kroton em causas sociais.

É muito comum considerar como responsabilidade social a geração de empregos e o pagamento de impostos. Isso é obrigação das empresas. Temos que nos colocar como protagonistas na solução dos problemas sociais. O poder de mudança está em cada um de nós e nas alianças intersetoriais”, afirma Helena Neiva.

Nesse dia, também foi feita a entrega do Prêmio ENATS de Boas Práticas de Gestão pelo empresário Thiago Alvim, sócio-proprietário da Nexo Investimento Social, correalizadora do evento. Oito instituições tiveram suas práticas de gestão premiadas e reconhecidas como positivas no que tange à transparência das Organizações da Sociedade Civil:

  • Instituto Ponte, de Vitória-ES;
  • Instituto Minas pela Paz e Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte-MG;
  • Gaia+, de Piracicaba-SP;
  • Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial (AFECE), de Curitiba-PR;
  • Centro de Educação Profissional São João Calábria, Instituto do Câncer Infantil e Pequena Casa da Criança, estes últimos de Porto Alegre-RS.

A questão do fomento às alianças e a conexão entre pessoas foram os principais fios condutores das discussões empreendidas no segundo dia, 19, nos painéis realizados no palco do Cine Theatro Brasil Vallourec. A coordenadora técnica do programa de assistência do SESC-MG, Andréa Duarte, relatou o desafio da colaboração e do trabalho em rede.

O maior desafio é conectar pessoas em uma sociedade totalmente competitiva. Nós trabalhamos de uma maneira colaborativa no qual as instituições não devem competir entre si e sim colaborar. ”, diz Andréa.

Fábio Deboni, do Instituto Sabin, trouxe uma interessante provocação no que se refere a transparência das instituições.

Precisamos nos reprogramar para o século XXI. É preciso ter organizações mais transparentes, com páginas atualizadas e com publicações de seus relatórios. Também é necessário medir seus impactos. Meça algo, mas mostre em números o impacto que você gera”, afirma Deboni.

Para o idealizador do evento, Tomáz de Aquino Resende, atual Procurador-Geral do Município de BH, o ENATS tornou-se um espaço propício para a mudança de pensamento.

“Esse evento é uma virada, uma mudança de cultura, onde os três setores dialogam. Nenhum problema social será bem resolvido se o governo não estiver regulamentando, se o setor privado não estiver movimentando recursos e, principalmente, o setor social não estiver presente com sua força”, assevera Aquino Resende.

Dalva Correia, consultora em processos sociais, proferiu uma palestra, no último painel do evento, que abordou a necessidade de perceber os processos de articulação em rede.

“Precisamos ver os processos como um todo. A necessidade de se conectar ao outro, de escuta e troca de ideias, é extremamente importante para o Terceiro Setor”, afirma Dalva.

Sobre o CeMAIS

O Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais (CeMAIS) é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 2006, que tem como principal objetivo promover a intersetorialidade entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil. Dentre as suas ações estão o planejamento de alianças estratégicas, mobilização da sociedade civil e desenvolvimento de projetos em diferentes áreas − que visam o fortalecimento do Terceiro Setor.

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